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quarta-feira, 16 de março de 2011
PSICOTERAPIA, ACONSELHAMENTO E ANÁLISE SÃO A MESMA COISA?
Não. A psicoterapia, como já foi explicado, refere-se a uma forma de tratamento através de uma relação sistemática e sem tempo determinado.
QUANDO BUSCAR UMA PSICOTERAPIA?
Em algum momento, na roda-viva da vida, a necessidade de uma ajuda psicoterápica pode surgir. Pode ser de forma abrupta – alguém diz diretamente que você deve procurar um psicoterapeuta, ou emerge lentamente – você constata que não está conseguindo lidar com as próprias dificuldades.
É importante saber que quando surge a necessidade de buscar uma psicoterapia, essa alternativa nunca é encarada tranqüilamente. Podem suscitar vários conflitos, devido aos juízos de valores negativos atribuídos à relação de ajuda.
Ao buscar um psicoterapeuta, ou psicólogo clínico, a pessoa encontrará profissionais com diferentes estilos e técnicas de tratamento, como: Psicanálise, Gestalt-terapia, Comportamental, Existencial-humanísta, Bioenergética, dentre outras.
Todo e qualquer ser humano é passível de sentir-se infeliz, de não estar satisfeito com a própria vida. Homens e mulheres, pais e mães, profissionais de todos os tipos, crianças, pessoas de todas as idades, solteiros, casados podem experienciar angústias e sofrimentos.
Enfim, o momento de procurar uma ajuda psicoterapêutica pode ser identificado quando um estado de infelicidade se torna prolongado, gerando limitações em uma ou mais camadas da vida.
O QUE É PSICOTERAPIA?
A PSICOTERAPIA é um campo do saber que visa a compreensão do ser humano e de seu modo de existir no mundo. Envolve, portanto, o estudo do comportamento humano bem como o desenvolvimento de recursos metodológicos clínicos que favorecem ao equilíbrio bio-psico-social do indivíduo.
O tratamento psicoterápico é definido como um processo conduzido por um psicólogo (VER Resolução do CFP), com sólida competência profissional em realizar diagnóstico e procedimentos clínicos psicológicos.
Trata-se, portanto, de um tratamento realizado por meio de técnicas fundamentadas em uma teoria de personalidade, com o propósito de reorganizar padrões de comportamentos geradores de sofrimento que interferem no bem estar do indivíduo e o impedem de criar possibilidades de realização pessoal.
Envolve, também, o tratamento de transtornos psíquicos mais acentuados.
Assim sendo, a psicoterapia objetiva o fortalecimento da capacidade de autogerenciamento do cliente, permitindo-lhe tomar para si o rumo da própria vida. Isso se dá através do aprofundamento de sua autopercepção e, por conseqüência, a compreensão de seu próprio funcionamento e dos fatos de sua vida.
Psicoterapeuta e clientes, juntos, vão como num caleidoscópio girando e reorganizando de outras maneiras a pedrinha nele contida, originando-se, assim, novas formas de pensar, sentir e agir.
Nessa perspectiva a relação psicoterápica é uma relação de parceria, pois implica em um compromisso mútuo, porém diferenciado, do profissional e do cliente.
DO PSICOTERAPEUTA
Cabe ao psicólogo possuir habilitação profissional para o exercício de sua profissão, isso se traduz em capacitação teórico-técnica fundamentada em um sólido treinamento em uma abordagem psicológica.
Essa capacitação profissional envolve também a vivência de um processo psicoterápico, a fim de resolver suas questões pessoais e, assim, desenvolver a empatia e a doação necessária para receber, compreender e lidar com a dor e o sofrimento de quem o procura.
Além disso, faz-se necessário possuir uma conduta ética e honesta firmemente estabelecida.
DO CLIENTE
Cabe ao cliente participar ativamente de seu processo de autoconhecimento, através do confronto consigo mesmo, da admissão de fatos e comportamentos que eram camuflados, negados, não aceitos.
Implica também o compromisso com a busca de seu crescimento pessoal e com o reconhecimento de sua responsabilidade perante a própria vida. Subentende-se, então, uma forma ativa, participativa, rumo à maturidade.
PACIENTE OU CLIENTE?
É muito comum ouvir as expressões paciente e/ou cliente referindo-se àquele que procura uma ajuda psicoterápica. Consideramos válido fazer uma ressalva sobre esse ponto.
O termo paciente significa resignado, manso, aquele que espera pacientemente um resultado, estar passivo. São definições que reduzem o indivíduo à figura amorfa de quem nada ou pouco pode fazer por si mesmo e que deve submeter-se às decisões e/ou orientações de outrem que detém o poder.
Já o termo cliente significa pessoa protegida, aquele que busca por um serviço. Esse conceito envolve uma idéia de ação, movimento. Alguém que possui participação ativa.
Assim, parece-nos mais apropriado o termo cliente, pois apresenta o indivíduo como agente ativo de seu processo – aquele que busca ajuda, que faz algo por si, que reconhece o esforço necessário para trilhar sua jornada pessoal.
Nesse sentido, desmistificasse a imagem caricata do indivíduo que fica à espera de que tudo se resolva como um passe de mágica.
Quem precisa de psicoterapia?
Várias são as questões que habitam o íntimo das pessoas em relação à busca por uma ajuda psicoterápica.
Muitas pessoas se perguntam: “Por que eu deveria fazer psicoterapia?” “Será que eu preciso?”.
Esses questionamentos residem em alguns mitos que envolvem a prática da clínica psicológica, como por exemplo:
“Psicologia é um tratamento para doentes mentais.”, “Pagar alguém para me dar conselhos?!”, “Vou contar minha coisas para um estranho?”, “Quem precisa de ajuda para resolver seus problemas é um fraco”.
CONCEITO DE AJUDA
Em nossa cultura o termo ajuda apresenta um sentido contaminado com um juízo de valor de menosvalia – quem precisa de ajuda apresenta uma incapacidade de resolver seus próprios problemas, seria um “fraco”.
Existe uma cobrança tácita, em nossa sociedade, de que as pessoas devem ter personalidade forte, darem conta de todos os problemas de si e dos outros.
Tal situação reside na alta competitividade e no alto grau de exigência que norteiam as relações na sociedade contemporânea.
Assim, um pedido de ajuda denota fragilidade, além de gerar a fantasia de estar à mercê do outro.
A tendência, portanto, é do indivíduo se retrair e ficar na solidão, sem repartir suas dúvidas e angústias, andando em círculos, adiando decisões, negando problemas, transferindo a responsabilidade, culpando algo ou alguém por seus dilemas.
Todas as pessoas vivem, em certa medida, relações de ajuda. O (a) amigo (a), um professor, um religioso, cônjuge podem se apresentar como um “ombro acolhedor” que ouve e opina sobre a situação.
Porém, na relação de ajuda psicoterápica isso não ocorre.
Em momento algum o profissional expõe sua intimidade, sua vida pessoal, pois o centro da relação é o cliente.
É uma relação profissional que implica em um propósito bem definido de trabalhar as queixas/angústias que o cliente apresenta.
Psicólogos, Psiquiatras, Psicanalistas e Psicoterapeutas são os diferentes nomes de uma mesma coisa?
Não.
Os Psiquiatras são médicos com especialização em Psiquiatria. Estes profissionais de saúde são responsáveis pelo tratamento farmacológico dos sintomas e, apesar de considerarem a complexidade e dinâmica da pessoa, focalizam-se principalmente sobre os aspectos fisiológicos das manifestações psíquicas indesejáveis (sintomas).
Os Psicólogos são profissionais de saúde cuja principal função é de avaliação psicológica, pois é essa que é específica do Psicólogo e que o distingue de qualquer outro profissional de saúde mental. Outra das suas funções é o acompanhamento psicoterapêutico. O Psicólogo tem contacto com várias abordagens psicológicas e pode optar por um desses campos teóricos, ou integrar saberes de diversas correntes.
Os Psicoterapeutas são Psicólogos ou Médicos que tiraram uma formação especializada em Psicoterapia numa determinada Sociedade após a conclusão da licenciatura em Psicologia Clínica. Existem diversos ramos de Psicoterapias (Psicanalítica, Cognitiva, Comportamental, Sistémica, Integrativa, Breve, etc.) e o tempo de formação teórica e prática é variável. Um Psicoterapeuta tem um quadro teórico, formação e um setting específicos, objectivos concretos e funções sistematizadas.
Os Psicanalistas podem ser Psicólogos ou Médicos com formação em Psicanálise na Sociedade de Psicanálise. Possuem essencialmente a função analítica e o objectivo é a reestruturação/organização da personalidade através do aclaramento progressivo da dinâmica psicológica inconsciente.
Nota:
Sempre que procurar um Psicólogo não deve ter receio de pedir a carteira profissional e no caso de ser Psicoterapeuta deve certificar-se que a sua formação foi tirada numa SociedadePsicoterapêutica (ex. Sociedade Portuguesa de Psicanálise, Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica, Sociedade de Psicoterapias Psicanalíticas, etc.)
Nise Siveira ,
Uma conversa de Nise com Jornalistas :
Época: A senhora foi pioneira no uso de animais no tratamento de doentes mentais, hoje muito mais usado na Europa que no Brasil A psiquiatria avançou bastante aqui?
Nise: A introdução de animais como co-terapeutas foi o que em minha vida mais me fez sofrer. Fui ridicularizada. De modo que me liguei muito a outros países onde a psiquiatria era mais desenvolvida. Há várias correntes de tratamento, muitas hoje eu nem conheço. Mas não houve um grande avanço. Ainda se confia muito no remédio. Remédio não me parece muito eficiente. Pode ter efeito paliativo, mas não curativo. Confio mais no afeto e na ação curativa da alegria.
Época: A senhora chegou a ser presa como comunista, no Estado Novo. Hoje, como a senhora vê o mundo?
Nise: Felizmente fui presa no tempo do Getúlio. Se fosse no do Médici, eu não estaria aqui falando com vocês. O domínio do capitalismo parece que não está trazendo nada de muito bom. Também o comunismo teve suas grandes falhas, que são da natureza humana.
Época: A senhora ainda acredita em utopias?
Nise: Não. Desejo um mundo socialista, justo, mas não vejo como poderia se realizar. Quem dera o mundo fosse bom, mas não é. O que há, ainda, são pessoas boas, como o Betinho, que lutou até o último momento.
Museu de Imagens do Inconsciente
Inconformada com os métodos violentos de tratamento psiquiátricos como o eletrochoque, o coma insulínico, a lobotomia, a psiquiatra Nise da Silveira encontra na terapêutica ocupacional uma forma de tratamento para os usuários de saúde mental. Funda então, em maio de 1946, a Seção de Terapêutica Ocupacional no antigo Centro Psiquiátrico Nacional do Rio de Janeiro, atual Instituto Municipal Nise da Silveira. A produção dos ateliês de pintura e de modelagem foi tão abundante e revelou-se de tão grande interesse científico e utilidade no tratamento, que deu origem, em 1952 ao Museu de Imagens do Inconsciente. Ao perceber que a responsabilidade de cuidar de um animal e o desenvolvimento de laços afetivos pode contribuir para a reabilitação de doentes mentais, Nise da Silveira os incorporou a seu trabalho como co-terapeutas.
terça-feira, 15 de março de 2011
Transtornos Alimentares
Embora existam há séculos, é hoje em dia que mais se tem ouvido falar a respeito dos Transtornos Alimentares, isso porque estes transtornos transformaram-se em uma verdadeira epidemia em todo o mundo.
A cada dia aumenta o número de pessoas que desenvolve algum desses transtornos sendo que, a maior incidência, cerca de 90%, ocorre em mulheres jovens que buscam atingir o padrão de beleza valorizado atualmente pela sociedade onde a magreza passou a ser a principal qualidade em detrimento da saúde e da harmonia das formas físicas.
São mulheres que desejam ter o corpo magro das modelos que aparecem nas capas das revistas e nos comerciais da televisão e que, para atingirem esse objetivo, submetem-se a regimes e dietas extremamente rigorosas e sem acompanhamento médico, além da utilização indiscriminada de inibidores de apetite, causando sérios danos que comprometem toda a sua vida e seu bem-estar físico, psíquico e social.
É comum que as pessoas que estão sofrendo desses males recusem-se a admitir que têm algum problema, assim como, existem também aquelas que sabem que há algo de errado com elas, porém, se envergonham com o que fazem e escondem seus sintomas das pessoas que lhe são próximas.
Havendo sinais ou sintomas que gerem a desconfiança da existência de algum desses transtornos é muito importante procurar ajuda médica imediatamente, para que se faça um bom exame físico e psicológico que vai diagnosticar o grau da doença e, em seguida, iniciar o tratamento adequado para cada caso.
Os casos de transtornos alimentares estão geralmente associados a outros distúrbios como o abuso ou dependência de álcool ou drogas, transtornos de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo e, principalmente a depressão.
A evolução do quadro destes transtornos pode ser gravíssima e ter como conseqüência graus variados de anemia até desnutrição, parada cardíaca, tentativas de suicídio e morte.
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento adequado, melhor será a resposta do paciente e, por isso, é muito importante que este se conscientize e admita que tenha essa enfermidade para que seja capaz de manter o tratamento até sua melhora.
Embora graves todos estes transtornos respondem muito bem aos cuidados e aos tratamentos disponíveis hoje em dia que podem incluir psicoterapia individual ou em grupo, utilização de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, cuidados clínicos que revertam problemas físicos causados pelos sintomas e maus hábitos adquiridos durante a doença, orientação e acompanhamento nutricional e psicológico.
É muito importante também que haja apoio e incentivo da família e dos amigos para que a pessoa se sinta acolhida e motivada a manter o tratamento até o fim.
Quem sofre com os transtornos alimentares costuma ter traços de personalidade semelhantes, não que isso seja uma regra, mas é comum que sejam pessoas impulsivas, tenham uma baixa auto-estima, comparem-se muito às outras pessoas, sejam pessimistas e muito ansiosas, preocupam-se muito com sua imagem e têm pavor em tornarem-se gordas. Possuem grande sensibilidade e medo de críticas e de rejeição e por isso tendem a isolar-se.
Comer pode ser para elas, uma forma de aliviar a ansiedade que sentem pelas suas mais variadas dificuldades emocionais e de relacionamento social.
Os Transtornos Alimentares mais comuns são: Anorexia Nervosa, Bulimia Nervosa e Transtorno do Comer Compulsivo.
A anorexia nervosa é um transtorno caracterizado pela recusa voluntária de se alimentar corretamente mesmo havendo fome e perda de peso acentuada.
A pessoa emagrece demais, mas acredita plenamente que está com excesso de peso, isto é chamado de distorção da imagem corporal.
São pessoas que estão sempre envolvidas com regimes, dietas e receitas de todos os tipos, preocupam-se com o valor calórico dos alimentos e desenvolvem rituais alimentares como, por exemplo, pesar e calcular tudo aquilo que vão ingerir, ou então, cortar os alimentos em pedaços bem pequenos, ficar longos períodos em jejum mesmo estando com fome, recusam comer na frente dos outros e restringem a variedade dos alimentos que consomem.
Podem passar dias inteiros sem se alimentar.
Costumam se pesar freqüentemente ou tirar suas medidas corporais com fita métrica.
Mesmo com fraqueza submetem-se a realização de ginástica ou qualquer outra atividade física com o intuito de emagrecer ainda mais, porém, mostram-se obsessivamente insatisfeitas com seu peso e sofrem por verem-se gordas quando se olham no espelho.
A privação de nutrientes necessárias para a manutenção saudável do organismo somado às práticas intensas de atividades físicas são os grandes causadores das complicações que podem levar a morte de quem sofre de anorexia nervosa.
A desnutrição causa enfraquecimento geral do organismo, diminui o ritmo metabólico e enfraquece as defesas do sistema imunológico deixando o corpo propenso a diversas doenças, infecções e anemias que, mais adiante, podem gerar sérios danos aos órgãos vitais.
Pode ocorrer também a chamada amenorréia ou ausência dos ciclos menstruais normais e a queda da pressão arterial e da freqüência respiratória.
A pele perde o viço tornando-se ressecada e amarelada e é comum, nestes casos, aparecer o “lanugo”, uma penugem escura e fina que recobre todo o corpo.
O cabelo e as unhas tornam-se quebradiços, os ossos perdem cálcio e ficam frágeis e suscetíveis a fraturas.
A pessoa costuma sentir muita sede, ocorre desidratação, prisão de ventre, redução da massa muscular, fraqueza generalizada, apatia, baixa resistência ao frio, tontura e inflamações nas articulações.
A anorexia nervosa, muitas vezes, está vinculada a alguma outra doença psicológica como a depressão, os transtornos de ansiedade, distúrbios de personalidade, transtorno obsessivo-compulsivo ou com o uso ou dependência de drogas.
Nos casos mais graves há sérios riscos de tentativa de suicídio.
Quanto ao temperamento de quem apresenta esse distúrbio pode-se dizer que, muitas vezes, trata-se de pessoas aparentemente calmas e retraídas, hipersensíveis, obedientes, bons alunos ou esportistas dedicados, perfeccionistas que gostam de manter tudo em ordem e arrumado.
Demonstram preocupação exagerada com os fatos da vida e bastante medo de possíveis mudanças no seu cotidiano.
Podem ser bastante desconfiadas e não costumam falar sobre si mesmas, assim, guardam para elas seus problemas e culpas e não procuram auxílio de parentes, amigos ou de algum especialista.
Com o desenvolvimento da doença ocorrem mudanças de comportamento visíveis como explosões de raiva e agressividade, irritabilidade, falta de concentração, cansaço excessivo, tristeza prolongada e alterações no sono.
Na Bulimia Nervosa as pessoas ingerem de uma só vez grandes quantidades de alimentos e depois induzem vômitos, utilizam laxantes, diuréticos ou praticam intensivamente exercícios como forma de livrarem-se das calorias ingeridas e evitarem o ganho de peso.
São pessoas que estão com o peso adequado (à idade e altura) ou um pouco acima do adequado, mas acreditam firmemente estarem muito gordas.
Quando as crises ou episódios de comer compulsivamente ocorrem, estas pessoas dão preferência por alimentos bastante calóricos como doces, pães, bolos e carboidratos em geral. Comem de forma rápida e em grandes quantidades até sentirem-se empanturradas e desconfortáveis e, logo em seguida, são tomadas por sentimentos de arrependimento e culpa que as deixam profundamente deprimidas e as levam a realizarem os chamados métodos compensatórios que, acreditam elas, irão desintoxicá-las e livrarem seu corpo das calorias que ingeriram de uma só vez. É então, que provocam mecanicamente vômitos (colocando o dedo na garganta), abusam dos laxantes, diuréticos, de longos e penosos jejuns e de exercícios físicos intensos que lhes trazem um certo alívio momentâneo.
Esses rituais de comer compulsivamente e, em seguida, eliminar o que se comeu acontecem, geralmente, em segredo e sem que parentes e pessoas próximas percebam.
As conseqüências da realização repetida desses rituais causam sérios problemas à saúde porque agridem gravemente o organismo.
Insuficiência cardíaca por perda de minerais, problemas renais, desvios hormonais, ruptura do estômago por ingestão excessiva de alimentos, doenças gástricas, desgaste do esmalte dos dentes, cáries, câimbras, abrasões nas mãos, inflamações no esôfago, irregularidades menstruais, desinteresse sexual, inflamações na garganta e desnutrição são comuns em quem sofre desse transtorno.
As pessoas que desenvolvem um quadro de bulimia nervosa são aparentemente extrovertidas, impulsivas, se deixam levar por modismos e novidades, às vezes são coléricos e preocupam-se demais com a opinião alheia.
A bulimia nervosa está geralmente associada a outros distúrbios psicológicos, principalmente a depressão, dependência de drogas, cleptomania (furto compulsivo), ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo entre outras, o que agrava o quadro da doença e aumenta o risco de comportamento suicida.
Assemelha-se a bulimia nervosa porque a pessoa tem episódios de comer rápida e compulsivamente grandes quantidades de alimentos mesmo sem sentir fome e até não agüentar mais, no entanto, ela não induz a eliminação daquilo que ingeriu, não faz uso de métodos compensatórios mesmo sofrendo por agir da forma que agiu.
Geralmente são pessoas obesas que fracassaram anteriormente nas tentativas de controlarem seu peso.
Podem ter problemas orgânicos associados ao distúrbio, como diabetes, taxas elevadas de colesterol e triglicérides, hipertensão arterial, afecções cardíacas entre outras.
Em muitos casos o transtorno do comer compulsivo está associado à depressão.
Até hoje não se pode verificar algum elemento isolado causador dos Transtornos Alimentares. Pesquisas apontam para a causalidade variada em que determinados aspectos: genéticos, neuroquímicos, sócio-culturais, comportamentais e psicológicos somados a algum evento desencadeante ou estressor resulte no desenvolvimento da doença.
O tratamento dos distúrbios alimentares varia de acordo com a gravidade em que a doença se encontre. Por isso, a importância de se procurar auxílio médico o mais rápido possível. Quanto mais cedo a doença for diagnosticada e o tratamento correto for empregado, maiores e melhores serão as chances de recuperação.
O tratamento pode ser ambulatorial, nos casos mais leves ou necessitar de internação hospitalar nos casos mais adiantados, onde o paciente já tenha tido prejuízos sérios causados pela desnutrição ou quando exista a associação do transtorno com a depressão com risco de suicídio.
De qualquer forma um bom tratamento vai associar cuidados médicos para recuperação dos prejuízos orgânicos provocados pela deficiência de nutrientes e reeducação alimentar para corrigir os maus hábitos praticados na doença, a utilização de medicamentos antidepressivos, que responde muito bem na recuperação do paciente e na prevenção de uma eventual recaída.
Juntamente aos cuidados médicos é importante haver um tratamento psicológico, onde o paciente irá rever suas crenças a respeito da sua neurose em buscar um corpo perfeito, repensar seus padrões comportamentais, alimentares e emocionais.
Vai entrar em contato com seus conflitos internos e analisar seus pensamentos e seus julgamentos distorcidos a respeito do mundo e de si mesmo de forma a se libertar do que lhe é nocivo e viver de forma mais consciente, saudável e feliz.
Se você está passando por algum desses problemas, procure ajuda imediatamente! Você vai melhorar, mas precisa dar o primeiro passo!
Em caso de dúvidas entre em contato.
A cada dia aumenta o número de pessoas que desenvolve algum desses transtornos sendo que, a maior incidência, cerca de 90%, ocorre em mulheres jovens que buscam atingir o padrão de beleza valorizado atualmente pela sociedade onde a magreza passou a ser a principal qualidade em detrimento da saúde e da harmonia das formas físicas.
São mulheres que desejam ter o corpo magro das modelos que aparecem nas capas das revistas e nos comerciais da televisão e que, para atingirem esse objetivo, submetem-se a regimes e dietas extremamente rigorosas e sem acompanhamento médico, além da utilização indiscriminada de inibidores de apetite, causando sérios danos que comprometem toda a sua vida e seu bem-estar físico, psíquico e social.
É comum que as pessoas que estão sofrendo desses males recusem-se a admitir que têm algum problema, assim como, existem também aquelas que sabem que há algo de errado com elas, porém, se envergonham com o que fazem e escondem seus sintomas das pessoas que lhe são próximas.
Havendo sinais ou sintomas que gerem a desconfiança da existência de algum desses transtornos é muito importante procurar ajuda médica imediatamente, para que se faça um bom exame físico e psicológico que vai diagnosticar o grau da doença e, em seguida, iniciar o tratamento adequado para cada caso.
Os casos de transtornos alimentares estão geralmente associados a outros distúrbios como o abuso ou dependência de álcool ou drogas, transtornos de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo e, principalmente a depressão.
A evolução do quadro destes transtornos pode ser gravíssima e ter como conseqüência graus variados de anemia até desnutrição, parada cardíaca, tentativas de suicídio e morte.
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento adequado, melhor será a resposta do paciente e, por isso, é muito importante que este se conscientize e admita que tenha essa enfermidade para que seja capaz de manter o tratamento até sua melhora.
Embora graves todos estes transtornos respondem muito bem aos cuidados e aos tratamentos disponíveis hoje em dia que podem incluir psicoterapia individual ou em grupo, utilização de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, cuidados clínicos que revertam problemas físicos causados pelos sintomas e maus hábitos adquiridos durante a doença, orientação e acompanhamento nutricional e psicológico.
É muito importante também que haja apoio e incentivo da família e dos amigos para que a pessoa se sinta acolhida e motivada a manter o tratamento até o fim.
Quem sofre com os transtornos alimentares costuma ter traços de personalidade semelhantes, não que isso seja uma regra, mas é comum que sejam pessoas impulsivas, tenham uma baixa auto-estima, comparem-se muito às outras pessoas, sejam pessimistas e muito ansiosas, preocupam-se muito com sua imagem e têm pavor em tornarem-se gordas. Possuem grande sensibilidade e medo de críticas e de rejeição e por isso tendem a isolar-se.
Comer pode ser para elas, uma forma de aliviar a ansiedade que sentem pelas suas mais variadas dificuldades emocionais e de relacionamento social.
Os Transtornos Alimentares mais comuns são: Anorexia Nervosa, Bulimia Nervosa e Transtorno do Comer Compulsivo.
A anorexia nervosa é um transtorno caracterizado pela recusa voluntária de se alimentar corretamente mesmo havendo fome e perda de peso acentuada.
A pessoa emagrece demais, mas acredita plenamente que está com excesso de peso, isto é chamado de distorção da imagem corporal.
São pessoas que estão sempre envolvidas com regimes, dietas e receitas de todos os tipos, preocupam-se com o valor calórico dos alimentos e desenvolvem rituais alimentares como, por exemplo, pesar e calcular tudo aquilo que vão ingerir, ou então, cortar os alimentos em pedaços bem pequenos, ficar longos períodos em jejum mesmo estando com fome, recusam comer na frente dos outros e restringem a variedade dos alimentos que consomem.
Podem passar dias inteiros sem se alimentar.
Costumam se pesar freqüentemente ou tirar suas medidas corporais com fita métrica.
Mesmo com fraqueza submetem-se a realização de ginástica ou qualquer outra atividade física com o intuito de emagrecer ainda mais, porém, mostram-se obsessivamente insatisfeitas com seu peso e sofrem por verem-se gordas quando se olham no espelho.
A privação de nutrientes necessárias para a manutenção saudável do organismo somado às práticas intensas de atividades físicas são os grandes causadores das complicações que podem levar a morte de quem sofre de anorexia nervosa.
A desnutrição causa enfraquecimento geral do organismo, diminui o ritmo metabólico e enfraquece as defesas do sistema imunológico deixando o corpo propenso a diversas doenças, infecções e anemias que, mais adiante, podem gerar sérios danos aos órgãos vitais.
Pode ocorrer também a chamada amenorréia ou ausência dos ciclos menstruais normais e a queda da pressão arterial e da freqüência respiratória.
A pele perde o viço tornando-se ressecada e amarelada e é comum, nestes casos, aparecer o “lanugo”, uma penugem escura e fina que recobre todo o corpo.
O cabelo e as unhas tornam-se quebradiços, os ossos perdem cálcio e ficam frágeis e suscetíveis a fraturas.
A pessoa costuma sentir muita sede, ocorre desidratação, prisão de ventre, redução da massa muscular, fraqueza generalizada, apatia, baixa resistência ao frio, tontura e inflamações nas articulações.
A anorexia nervosa, muitas vezes, está vinculada a alguma outra doença psicológica como a depressão, os transtornos de ansiedade, distúrbios de personalidade, transtorno obsessivo-compulsivo ou com o uso ou dependência de drogas.
Nos casos mais graves há sérios riscos de tentativa de suicídio.
Quanto ao temperamento de quem apresenta esse distúrbio pode-se dizer que, muitas vezes, trata-se de pessoas aparentemente calmas e retraídas, hipersensíveis, obedientes, bons alunos ou esportistas dedicados, perfeccionistas que gostam de manter tudo em ordem e arrumado.
Demonstram preocupação exagerada com os fatos da vida e bastante medo de possíveis mudanças no seu cotidiano.
Podem ser bastante desconfiadas e não costumam falar sobre si mesmas, assim, guardam para elas seus problemas e culpas e não procuram auxílio de parentes, amigos ou de algum especialista.
Com o desenvolvimento da doença ocorrem mudanças de comportamento visíveis como explosões de raiva e agressividade, irritabilidade, falta de concentração, cansaço excessivo, tristeza prolongada e alterações no sono.
BULIMIA NERVOSA
Na Bulimia Nervosa as pessoas ingerem de uma só vez grandes quantidades de alimentos e depois induzem vômitos, utilizam laxantes, diuréticos ou praticam intensivamente exercícios como forma de livrarem-se das calorias ingeridas e evitarem o ganho de peso.
São pessoas que estão com o peso adequado (à idade e altura) ou um pouco acima do adequado, mas acreditam firmemente estarem muito gordas.
Quando as crises ou episódios de comer compulsivamente ocorrem, estas pessoas dão preferência por alimentos bastante calóricos como doces, pães, bolos e carboidratos em geral. Comem de forma rápida e em grandes quantidades até sentirem-se empanturradas e desconfortáveis e, logo em seguida, são tomadas por sentimentos de arrependimento e culpa que as deixam profundamente deprimidas e as levam a realizarem os chamados métodos compensatórios que, acreditam elas, irão desintoxicá-las e livrarem seu corpo das calorias que ingeriram de uma só vez. É então, que provocam mecanicamente vômitos (colocando o dedo na garganta), abusam dos laxantes, diuréticos, de longos e penosos jejuns e de exercícios físicos intensos que lhes trazem um certo alívio momentâneo.
Esses rituais de comer compulsivamente e, em seguida, eliminar o que se comeu acontecem, geralmente, em segredo e sem que parentes e pessoas próximas percebam.
As conseqüências da realização repetida desses rituais causam sérios problemas à saúde porque agridem gravemente o organismo.
Insuficiência cardíaca por perda de minerais, problemas renais, desvios hormonais, ruptura do estômago por ingestão excessiva de alimentos, doenças gástricas, desgaste do esmalte dos dentes, cáries, câimbras, abrasões nas mãos, inflamações no esôfago, irregularidades menstruais, desinteresse sexual, inflamações na garganta e desnutrição são comuns em quem sofre desse transtorno.
As pessoas que desenvolvem um quadro de bulimia nervosa são aparentemente extrovertidas, impulsivas, se deixam levar por modismos e novidades, às vezes são coléricos e preocupam-se demais com a opinião alheia.
A bulimia nervosa está geralmente associada a outros distúrbios psicológicos, principalmente a depressão, dependência de drogas, cleptomania (furto compulsivo), ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo entre outras, o que agrava o quadro da doença e aumenta o risco de comportamento suicida.
TRANSTORNO DO COMER COMPULSIVO
Assemelha-se a bulimia nervosa porque a pessoa tem episódios de comer rápida e compulsivamente grandes quantidades de alimentos mesmo sem sentir fome e até não agüentar mais, no entanto, ela não induz a eliminação daquilo que ingeriu, não faz uso de métodos compensatórios mesmo sofrendo por agir da forma que agiu.
Geralmente são pessoas obesas que fracassaram anteriormente nas tentativas de controlarem seu peso.
Podem ter problemas orgânicos associados ao distúrbio, como diabetes, taxas elevadas de colesterol e triglicérides, hipertensão arterial, afecções cardíacas entre outras.
Em muitos casos o transtorno do comer compulsivo está associado à depressão.
CAUSAS DOS TRANSTORNOS ALIMENTARES
Até hoje não se pode verificar algum elemento isolado causador dos Transtornos Alimentares. Pesquisas apontam para a causalidade variada em que determinados aspectos: genéticos, neuroquímicos, sócio-culturais, comportamentais e psicológicos somados a algum evento desencadeante ou estressor resulte no desenvolvimento da doença.
TRATAMENTO
O tratamento dos distúrbios alimentares varia de acordo com a gravidade em que a doença se encontre. Por isso, a importância de se procurar auxílio médico o mais rápido possível. Quanto mais cedo a doença for diagnosticada e o tratamento correto for empregado, maiores e melhores serão as chances de recuperação.
O tratamento pode ser ambulatorial, nos casos mais leves ou necessitar de internação hospitalar nos casos mais adiantados, onde o paciente já tenha tido prejuízos sérios causados pela desnutrição ou quando exista a associação do transtorno com a depressão com risco de suicídio.
De qualquer forma um bom tratamento vai associar cuidados médicos para recuperação dos prejuízos orgânicos provocados pela deficiência de nutrientes e reeducação alimentar para corrigir os maus hábitos praticados na doença, a utilização de medicamentos antidepressivos, que responde muito bem na recuperação do paciente e na prevenção de uma eventual recaída.
Juntamente aos cuidados médicos é importante haver um tratamento psicológico, onde o paciente irá rever suas crenças a respeito da sua neurose em buscar um corpo perfeito, repensar seus padrões comportamentais, alimentares e emocionais.
Vai entrar em contato com seus conflitos internos e analisar seus pensamentos e seus julgamentos distorcidos a respeito do mundo e de si mesmo de forma a se libertar do que lhe é nocivo e viver de forma mais consciente, saudável e feliz.
Se você está passando por algum desses problemas, procure ajuda imediatamente! Você vai melhorar, mas precisa dar o primeiro passo!
Em caso de dúvidas entre em contato.
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